"Bem vindos ao Blog Fotografia&Cinema"

Espaço para ver e pensar a imagem, com postagens dos meus ensaios pessoais em fotografia amadora.



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terça-feira, 3 de abril de 2012

"Cinemateca Brasileira"




























Fotografias tiradas em 26/03/12, em visita à exposição : " Quero ser Marilyn Monroe", na Cinemateca Brasileira, localizada no bairro da Vila Mariana, em São Paulo.

Possui um acervo de mais de 20 mil filmes, entre longas e curtas metragens. Ocupa desde 1992, o espaço do antigo Matadouro Municipal, cedido pela Prefeitura.

Escolhi alterar as imagens e tornar suas cores mais saturadas e com maior contraste para pensar na Cinemateca como um espaço imagético que privilegia a imagens do cinema moderno digital e independente; cheio de cores fortes; com o cinema do passado, visto o grande Projeto de Restauração de Obras realizado pela entidade.
































sábado, 11 de junho de 2011

"Campanha da Gucci Guilty -- Director's Cut."

Na linha de vídeos publicitários de perfumes dirigidos por cineastas, esta campanha da fragrância Gucci Guilty é dirigida pelo mestre da HQ, Frank Miller. O desenhista teve sua primeira experiência como diretor de cinema ao lado de Robert Rodriguez, no filme " Sin City: Cidade do Pecado". Frank Miller usa a mesma estética de Sin City, que por sua vez, matêm fiel a estética do HQ. Esta versão é o corte do diretor, ou seja ampliada , que dirige os atores Chris Evans e Raquel Evan Wood.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

" O Resgate de Harrison: Em Foco o Fotógrafo de Guerra"




O ponto principal, usado pelo diretor Elie Chouraqui, no filme “ O Resgate de Harrison”(2000, co-produção francesa) é a luta de uma esposa, a jornalista Sarah, em uma busca emocionante e arriscada ao marido, o fotógrafo de guerra, Harrison Lloyd, que desaparece quando vai registrar os horrores da guerra da ex-Iugoslávia.
Harrison que já está cansado de presenciar tantos horrores de guerra, decide fazer deste seu último trabalho e depois voltar e se dedicar definitivamente à família e seu hobby de cultivar flor. Ao aceitar a missão de cobrir os eventos na Iugoslávia, o fotógrafo se vê numa realidade assustadora, visto que a “Guerra dos Balcãs”, como também ficou conhecido este conflito, se mostrou como uma das guerras mais violentas e sangrentas da história. Quando Harrison é declarado morto no front croata Sarah , interpretada pela atriz Andie MacDowell não se conforma, recusa-se a acreditar na notícia e parte para a Iugoslávia para encontrar o marido. Com a ajuda de colegas fotógrafos (Adrien Brody), Sarah, com firmeza e determinação, mergulha nas loucuras de uma guerra real que ocorreu entre os anos de 1991 a 2001. Esta guerra foi causada por uma combinação complexa de fatores políticos e religiosos: o fervor nacionalista, crises políticas, sociais e de segurança que se seguiu ao fim da Guerra Fria e a queda do comunismo na ex-Iugoslávia.
Este cenário de terror que é o da guerra é o ambiente de trabalho para os profissionais em fotografia que se especializam em registrar os conflitos ao redor do mundo e as vertentes destes conflitos como os genocídios, destruição total de cidades, fome e misérias. Existente desde a Guerra da Secessão Americana e a Guerra da Criméia, no final do século XIX, a fotografia de guerra viu sua evolução, como o surgimento de câmeras mais portáteis como a Leica, para facilitar o trabalho dos fotógrafos nos fronts de batalhas e com o crescimento de sua importância como fonte jornalística determinante e verídica de fatos reais.
Se primeiro, a Fotografia de Guerra preocupou-se com imagens icônicas e gloriosas da Primeira e Segunda Guerras Mundiais, viu-se totalmente preocupada em mostrar os horrores e violências cometidas na Guerra do Vietnã. Neste conflito vemos de forma mais clara, vítimas queimadas pelo efeito do Nalpam e crianças vietcongs são mostradas como vítimas de soldados americanos, que ao contrário do aspecto de heróis da Segunda Guerra, são vistos como jovens loucos, drogados ou assustados e enganados pela propaganda mentirosa de luta pela liberdade que os EUA justificaram para essa guerra.
A História da Fotografia de Guerra segue evoluindo para uma Guerra do Golfo e do Iraque até os conflitos terroristas atuais, preocupada com a autenticidade de imagens, hoje geradas pelo processo digital, fáceis de serem manipuladas, evitando assim, conflitos políticos maiores. Houve também, nestes conflitos a distribuição pela mídia de uma visão distanciada de bombardeios e explosões, geralmente produzidas dos próprios aviões- caças, como em jogos de video games, evitando ao máximo mostrar os grandes homicídios e destruições causados pelas guerras.
A Fotografia de Guerra é um ramo fantástico dentro da história da fotografia e tem fatos e autores interessantes, como é o caso do grande fotógrafo Robert Capa, único presente a registrar o episódio do dia D, na Segunda Guerra Mundial, o resultado do seu trabalho (pouco visto devido a um erro do laboratório), foi de grande valia para o cineasta Steven Spielberg criar a cena inicial do seu filme “O Resgate do Soldado Ryan”.




terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

" Lugares Estranhos e Quietos de Wim Wenders"


Tenho uma relação de amor e ódio com o trabalho do cineasta Wim Wenders, mas confesso que " Asas do Desejo" (um dos meus filmes preferidos) é umas das grandes obras - primas do cinema. Seu livro: "Lugares Estranhos e Quietos" é resultado de viagens pelo mundo onde fotografa lugares inóspitos e que reflete muito em sua obra cinematográfica: onde os cenários são complementos de seus personagens e traduzem suas personalidades ou são personagens próprios que sempre refletem uma solidão, anseios ou questões discutidas em suas obras.
Estas fotografias que compõem o livro, foram expostas no Masp ano passado em exposição lançada durante a 34º Mostra de Cinema de São Paulo. O livro foi lançado pela Imprensa Oficial (série Mostra).












terça-feira, 9 de novembro de 2010

"A Suprema Felicidade por Arnaldo Jabor"

"A Suprema Felicidade" marca um excelente retorno de Jabor na direção de cinema, com um filme cheio de saudosismo, boêmia e uma estética visual repleta de poesia.
Também é meu retorno as salas de cinema, fiquei um bom tempo sem ir ( por motivos vários) e confesso que não podia ter voltado para ver nada superior à este filme atualmente em cartaz. Sai feliz e orgulhosa com o cinema nacional . "A Suprema Felicidade" é uma experiência cinematográfica extasiante!
A Felicidade não existe, o que existe é a alegria! É incrível o quanto buscamos ser felizes nesta vida, correndo atrás de sonhos ou tecendo incessantemente as relações tão necessárias da nossa condição humana( família, amigos, paixões). No meio deste caminho percebemos que nos perdemos ou que nos desviamos demais do que foi planejado e sonhado.
Este filme de Jabor celebra a vida, ao estilo de "Amarcord" de Federico Fellini, revive em fragmentos, numa narrativa excessivamente não-linear( mas perfeita!), a infância e juventude de Paulinho na idílica Rio de Janeiro dos anos 40 e 50: as frustrações de sua mãe e pai, o conforto do boêmio avô, suas paixões e desilusões amorosas, amigos. Sempre emotivo e sensível ao tratar as situações habituais da vida!

sábado, 12 de junho de 2010

"Como a Geração Sexo, Drogas e Rock'n'Roll salvou Hollywood"


A morte recente de Dennis Hopper me fez lembrar de trechos inteiros do livro “ Como a Geração...” que conta, sem pudores, todos os detalhes das inúmeras loucuras cometidas pelo grande ator e diretor. Hopper foi um dos mais importantes nomes da geração de artistas que no fim da década de 60 muda as estruturas da Meca do cinema e a forma de fazer filmes em Hollywood.

É irônico ver que Hopper foi levado por essa triste doença ( câncer de próstata), quando ele na maior parte de sua vida foi consumido por drogas e álcool ( não passava um dia sem 2 garrafas de vodca, cocaína ou heroína) e saiu ileso do alcolismo e dependência das drogas( digo fisicamente, pois seu modo de vida o levou à divórcios e várias prisões!).

“Sem Destino” (Easy Rider,1969) foi a grande glória de Hopper, com a carreira de ator em baixa, esse filme feito ao lado de Peter Fonda, o coloca no topo. Desacreditado por muitos, o filme faz sucesso com crítica e bilheteria. Feito com poucos milhares de dólares, rende dez vezes sua receita. Inicia-se aí, uma nova fase em Hollywood.

Dennis Hopper não era uma pessoa fácil, como também não eram outros expoentes dessa geração: Martin Scorcese, Francis Ford Coppola, Peter Bogdanovich, Robert Altman, Paul Shrader, Warren Beaty, Steven Spielberg, George Lucas, entre outros grandes. Suas genialidades misturadas à geniosidades, delírios, arrogâncias,egocentrismos, competitividades e intrigas renderam (além de brigas e desavenças) obras-primas que marcam a história do cinema: “Taxi Driver” (1976); “Apocalipse Now” (1979); “ A Última Sessão de Cinema” (1971);“Nashville” (1975), “Tubarão” (1975), só para citar algumas!


“Como a Geração Sexo, Drogas e Rock’n’Roll” é grande livro, escrito pelo jornalista e crítico, Peter Biskind, que não só como profissional, mas também, como amigo acompanhou pessoalmente muito dos episódios narrados. Cada pessoa citada foi entrevistada e o resultado disso e o conteúdo presente nos deixam tão impressionados e chocados que repensamos o quanto nossos deuses do cinema são de barro!


terça-feira, 4 de maio de 2010

"Falando de Amor e Subvertendo o Gênero"
















A má influência do filme-água-com-muito-áçucar: Love Story parece que não contamina mais as obras românticas atuais. Por muito tempo assistimos filmes melosos, cheios de clichês e pieguiçes típicas do gênero.
" Antes do Amanhecer" (1995) surge acrescentando algo novo ao tema. Que tal falar de amor? Acompanhamos diálogos ricos e criativos, que foram intensificados na sua continuação: "Antes do Pôr-do-Sol" (2004).
E como não se encantar ou sentir raiva dos sentimentos egoístas e traições dos quatro personagens de "Closer-Perto Demais"(2005).
Ver Kate Winslet e Jim Carrey em papéis atípicos em suas carreiras já é um grande mérito de "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças"(2003), que tem um texto magnífico sobre se é realmente possível esqueçer um grande amor?
No ínicio de "500 Dias com Ela" (2009) somos alertados pelo narrador que não estamos assistindo nenhuma história de amor! Em partes, porque não há romantismo maior que a cara de cahorro sem dono do protagonista e suas investidas sobre Summer.





Esses grandes filmes subvertem o gênero romântico e fazem pensar além de algumas lágrimas!





terça-feira, 9 de março de 2010

" A Lógica do Oscar (ou a falta dela!)


A vitória de “Guerra ao Terror” como melhor filme no Oscar 2010, parece ter surpreendido a todos que apostavam suas fichas em “Avatar”.
Mas a lógica do Oscar, ou a falta de lógica alguma (quem entende essa premiação, que sempre reserva surpresas?) é que, por algumas razões dar à “Avatar” o maior prêmio da noite coloca o futuro do cinema e da indústria cinematográfica americana numa posição perigosa.
Dar como vencedora uma produção de custos exorbitantes (meio bilhão de dólares) como “Avatar” – sem discutir aqui, ainda, suas qualidades artísticas e cinematográficas – é um tanto precipitado em tempos ainda assombrados pela crise mundial, que, também, fez reflexos em Hollywood, quebrando e dando rombos em produtoras e estúdios.
Que esta mega- produção de James Cameron obteve lucros e quebrou recordes de bilheteria, que, por sua vez, era dele com Titanic, isto é fato! Por outro lado em 81 anos de cerimônia do Oscar, quantas mega-produções foram agraciadas com a estatueta de melhor filme? Somente três: “Bem-Hur”, “Titanic” e “Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”.
Com “Titanic”, de 1999, Cameron já conquistou as estatuetas de melhor diretor e filme, e com este, que é um filme bem irregular e inferior à “Avatar”, já se intitulou o rei do mundo!
Avaliando, agora o conteúdo artístico da obra, “Avatar” é um grande filme naquilo que se propõe ser, uma visionária ficção-científica, com excelentes efeitos visuais e sonoros que convence e nos enche os olhos naquilo que o cinema evoluiu em produzir. No mais, levar o prêmio maior não bom nem para o cinema, quanto ao ego de Cameron, que poderia explodir, ao se intitular desta vez, rei do Universo!
Venceu um filme honesto, criativo e também, tecnicamente, perfeito. Uma produção tida como barata e precisamente bem dirigida por Kathryn Bigelow, (que entra para história como primeira mulher a vencer o Oscar de melhor direção). Estas, também, foram qualidades de alguns dos outros grandes indicados como “Preciosa” e “Bastardos Inglórios”. Aumentar, o número de indicados à melhor filme para 10? Outra grande besteira, já que incluiu a animação “Up”, quando esta, também, concorria como melhor animação, além de, diminuir o padrão de qualidade dos filmes que concorrem!
As premiações para os atores e atrizes foi justa, principalmente para Mo'Nique (coadjuvante), perfeita como a perversa mãe de Preciosa e Sandra Bullock, sempre simpática, merecia esse levante, depois de tantas escolhas ruins em sua carreira!
Agora, resta-nos esperar e torcer para que no próximo ano surjam filmes concorrentes tão heterogêneos e criativos que gerem o debate e um bom futuro ao cinema!



segunda-feira, 1 de março de 2010

"Preciosa - Uma História de Esperança"


Se Hollywood está aprendendo fazer dramas com sobriedade, sem recorrer à sentimentalismos baratos ou ser piegas ainda não sabemos. Mas, "Preciosa", nos dá essa impressão!
Sabemos, de antemão, que nos dedicaremos à conhecer por quase duas horas, a vida infeliz e cheia de horrores da personagem Claireece "Precious" Jones, mas o resultado desta triste história apresentada na tela, nos surpreende. Negra, obesa, pobre, violentada moralmente e fisicamente pela mãe, abusada sexualmente pelo pai (de quem engravida duas vezes), mau desempenho escolar, entre outros percalços, são as porradas que a vida dão à Preciosa, brilhantemente interpretada pela estreiante Gabourey Sidibe, que, também concorre ao Oscar pelo papel ( espero que ela vença Sandra Bullock!!!).
Mesmo visualmente impactante, com cenas precisas e aspectos documentais, a grandiosidade do filme está nos diálogos. Assistimos à longos discursos da horripilante mãe de Preciosa, no qual ela justifica irracionalmente os motivos de tanto ódio e maldade pela filha. A participação de astros como Marial Carey e Lenny Kravitz não excedem à trama. Carey convence numa boa atuação no papel de assistente social que ajuda Preciosa.
A superação dos problemas pela personagem, mesmo previsível em histórias desse gênero, não extrapola em obviedades, ao contrário, o diretor Lee Daniels, soube construir cenas que conduzem à busca de Preciosa pela vida( por uma melhor e mais digna, diga-se de passagem!), mesmo que ela, muitas vezes, deixe claro que desistiu de viver!
Preciosa. EUA. Drama. 2009
Direção: Lee Daniels
Elenco: Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Mariah Carey

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"Sem Notícias de Deus"




O Céu parece Paris, o Inferno bem que poderia ser comparado ao México! Nesta comédia espanhola, o diretor Diaz Yanes (ficaria mais conhecido ao grande público, posteriormente, com o filme Alatriste, com Viggo Mortensen) coloca essas esferas extra-terrenas bem próximas ao nosso mundo, com suas virtudes e problemas. No seu interior, o Inferno é uma prisão com diversos setores que dividem os criminosos e penas pela gravidade de seus pecados. Numa grande inversão de valores; o que é uma boa sacada do filme; é quando, por exemplo, uma pessoa que é um alto executivo do FMI em vida ao partir para o Inferno, se tornará um imigrante ilegal de um país do terceiro mundo (o que é bem apropriado!), ou quem foi uma estrela famosa e esnobe, se tornará em morte, um João Ninguém!
Mas, assim como a Terra, o Céu está em crise, cada vez mais as pessoas perdem suas virtudes e a esperança. A descrença no Bem, também, toma conta do Céu! Do outro lado, o Inferno é administrado por um jovem que sabe que está com o cargo em risco, por ser (pasmem!) conciliador e, por vezes, benevolente, a fim do equilíbrio entre as forças do Bem e do Mal.
Assim, Céu e Inferno mandam dois anjos (Penélope Cruz e Victória Abril) à Terra para salvar a alma de um boxeador. As duas enviadas usam de todas as suas artimanhas até que resolvem se unir, num acordo em que ninguém sairá ileso, para vencer esse jogo entre o Bem e o Mal!
Sem Notícias de Deus. (Espanha). 2002. Comédia.
Direção: Augustin Diaz Yanes.
Elenco: Gael Garcia Bernal, Fanny Ardant, Victória Abril e Penélope Cruz.










terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"Nine, 8 e Meio, A Doce Vida, Fellini"






Confesso que não sabia da existência do musical da Broadway, Nine. Assisti ao filme semana passada, inspirado no musical que, por sua vez, é baseado no clássico "Fellini 8 e Meio"(1963).
O diretor Rob Marshall ( de Chicago) faz com
"Nine"(2009) uma bela homenagem ao mestre italiano Federico Fellini.
"Nine" e "8 e Meio" tratam da crise criativa de um cineasta quando este entra em uma nova produção ( que seria a nona!!!). Incapaz de comunicar aos produtores, elenco e equipe de sua real condição, ele prefere se refugiar em suas recordações do passado. Daniel Day-Lewis, interpreta o cineasta Guido e está ótimo no papel que em "8 e Meio" foi de Marcello Mastroianni, por sua vez, alter-ego de Fellini.
"Nine" acerta em todos os sentidos em sua homenagem ao mestre italiano, principalmente no elenco de belas estrelas e divas do cinema: Kate Hudson, Judy Dench, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Nicole Kidman e a sempre bela Sophia Loren( como mãe de Guido) estão perfeitas como musas de um cineasta em crise. A escolha dessas atrizes está na mesma altura do grande elenco de musas escolhidas na época por Federico Fellini em "8 e Meio" (ClaudiaCardinale, Ainouk Aimée e SandraMilo). Fellini era famoso por escolher e cortejar belas atrizes, mesmo mantendo o casamento duradouro com Giulietta Massina.







Ver "Nine" não é ter a sensação de já ter visto o mesmo em "8 e Meio" e sim, um bom argumento para rever este e outros clássicos de Fellini: "A Doce Vida", "Amarcord", enfim, mais que uma grande homenagem ao mestre italiano, este filme-musical é uma homenagem ao cinema!
Nine. EUA. Musical.2009.
Direção: Rob Marshall.
Elenco: Daniel Day-Lewis, Nicole Kidman, Judy Dench, Penélope Cruz, Marion Cotillard.

8 e Meio. Itália.Drama.1963.
Direção:Federico Fellini.
Elenco: Marcello Mastroianni, Ainouk Aimée, Claudia Cardinale.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

"Quando o Bruto também ama em As Pontes de Madison"




Clint Eastwood personificou-se no cinema como o “herói americano”, imagem que faz com que muitos o odeiem ou reneguem sua importância na história do cinema, e digo, não somente do cinema norte-americano, mas mundial. Não podemos negar que os americanos (pelo menos, alguns) ainda sabem fazer um bom cinema e Clint é um deles. Não posso negar que sou sua fã de carteirinha, mas o fato é que esse cineasta é um ótimo condutor de histórias do cinema clássico-narrativo e que perpassou como ator e diretor por diversos gêneros (Western, Suspense, Ação, Guerra, Drama, Biografia) com qualidade e maestria.

Como ator foi fazer westerns na Itália com o mestre Sérgio Leone, quando em seu país esse gênero já era considerado esgotado. Dessa parceria com Leone fez obras-primas como “Três Homens em Conflito” (1966). Personificou o policial cafajeste e sem limites na série “Dirty Harry”. Todo mundo já deve ter visto na TV, o filme “Magnum 44”. Seus personagens simbolizavam o macho-man, o corajoso e o violento. Mas ao assumir o controle das câmeras, ele se mostra de uma sensibilidade e romantismo inigualáveis, como é o caso de “As Pontes de Madison” (1995).

Em “As Pontes de Madison”. Filme que dirige e atua ao lado da, sempre ótima, Meryl Streep. Eastwood nos apresenta uma história de amor maduro entre o fotógrafo da National Geographic, Robert e a dona-de-casa, Francesca.

Durante quatro dias eles vivem um amor possível, mas não fazem desse sentimento algo que possa colocar suas vidas do avesso, impor sacrifícios ou reascender velhas esperanças. Porém esse breve encontro e a descoberta desse sentimento, nunca sentido antes, transformará e conduzirá suas vidas para sempre.

As Pontes Madison.1995.EUA.Drama.

Direção: Clint Eastwood.

Elenco: Meryl Streep e Clint Eastwood.




segunda-feira, 30 de novembro de 2009

" Minha Adorável Lavanderia"

Minha Adorável Lavanderia(1985).

Inglaterra.
Direção: Stephen Frears.
Elenco: Daniel Day-Lewis, Gordon Warnecke.
O cinema inglês dos anos 80 é marcado por obras e artistas antagônicos. De um lado, há produções grandiosas como: "Carruagens de Fogo" (vencedor do Oscar) e " Passagem para Índia" - onde mostram e exaltam o poder do império britânico e a "Inglaterra Oficial" feita por grandes homens! Opostamente à esse cinema vemos nomes como Peter Greenaway, Derek Jarman e Stephen Frears que despontam com obras que reatratam a outra Inglaterra, feita de submundos, imigrantes ( renegados pelo governo Tatcher), as tribos urbanas (punks e afins) e os homossexuais.
Stephen Frears em "Minha Adorável Lavanderia" dosa alguns desses elementos, ( obra baseada num romance popular), para contar a história de Omar, imigrante paquistanês, radicado na Inglaterra, que tem a missão de cuidar da lavanderia do tio. Em meio à obstáculos, envolvimento com traficantes, suas ótimas idéias, permitem que ele vença com a ajuda do amigo Johnny (Daniel Day-Lewis) por quem se apaixona.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"Juno"

Juno(EUA).2007.
Direção:
Jason Reitman.
Elenco:Ellen Page, Michael Cera, Jenifer Garner, Jason Bateman.
"A fórmula pode ser bem simples para se fazer ótimos filmes. A razão de "Juno" ser um grande filme é o roteiro original de Diablo Cody, estreante como roteirista( ela disse que já foi de tudo, incluindo stripper). Diablo cria uma história simples, sem clichês sobre uma adolescente de muita personalidade ( novidade no cinema hollywoodiano) que ao ficar grávida decide encontrar e entregar o bebê para, supostamente, o casal perfeito!
Acompanhamos aqui, uma história em que os personagens se dão muito bem ao tratar de questões complexas como aborto ou adoção, mas tropeçam quando o assunto são seus próprios sentimentos! Embalado por uma trilha sonora bem bacana, dá até para quem acha os Carpenters brega, gostar da versão da música Superstar com a banda de rock Sonic Youth. Vale muito à pena assistir Juno!!! "
Trilha Sonora:
( Tive sorte de achar o cd na Fnac Paulista, por r$16,99.Vale cada realzinho!!!)
01 Barry Louis Polisar: "All I Want Is You"
02 Kimya Dawson: "Rollercoaster (Juno Film Version)"
03 The Kinks: "A Well Respected Man"
04 Buddy Holly: "Dearest"
05 Mateo Messina: "Up the Spout"
06 Kimya Dawson: "Tire Swing"
07 Belle & Sebastian: "Piazza, New York Catcher"
08 Kimya Dawson: "Loose Lips"
09 Sonic Youth: "Superstar" http://www.youtube.com/watch?v=BRiyN_Zn5L8
10 Kimya Dawson: "Sleep (Instrumental)"
11 Belle & Sebastian: "Expectations"
12 Mott the Hoople: "All the Young Dudes"
13 Kimya Dawson: "So Nice So Smart"
14 Cat Power: "Sea of Love"
15 Kimya Dawson and Antsy Pants: "Tree Hugger"
16 Velvet Underground: "I'm Sticking With You"
17 The Moldy Peaches: "Anyone Else But You"
18 Antsy Pants: "Vampire"
19 Ellen Page and Michael Cera: "Anyone Else but You"

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Filme: "A Batalha de Argel"


A Batalha de Argel ( La Battaglia di Algeri, 1965)
de Gillo Pontecorvo. Itália/Argélia. P&B. Drama Político.

Esse filme foi vencedor do Leão de Ouro em Veneza de 1966. Retrata com uma beleza fotográfica e estética documental a luta entre o exército francês e os combatentes guerrilheiros que lutavam pela independência da Argélia nos anos de 1954 à 1957.
A Batalha de Argel, é, sem dúvida, um dos maiores filmes políticos de todos os tempos. O filme mescla imagens realistas, próximas do cinejornalismo, com elementos do cinema neo-realista italiano, como por exemplo, o uso de atores não-profissionais.
A Batalha de Argel esteve proibido durante anos no Brasil, pela ditadura militar, pois se apresenta como um grande manual de táticas de guerrilha. Mas, pontua que as ações guerrilheiras são apenas uma fase do processo de revolução, que só sai vitoriosa com a participação do povo, como mostra a adesão da população argelina à greve geral e a bela cena final: manifestantes dançando nas ruas em busca da liberdade! Obra essencial!!!