"Bem vindos ao Blog Fotografia&Cinema"

Espaço para ver e pensar a imagem, com postagens dos meus ensaios pessoais em fotografia amadora.



quarta-feira, 24 de março de 2010

"O Beijo"

Esta imagem fez parte da mostra "São Paulo:450 anos", realizada pelo Sesc Santo Amaro em 2004.

terça-feira, 9 de março de 2010

" A Lógica do Oscar (ou a falta dela!)


A vitória de “Guerra ao Terror” como melhor filme no Oscar 2010, parece ter surpreendido a todos que apostavam suas fichas em “Avatar”.
Mas a lógica do Oscar, ou a falta de lógica alguma (quem entende essa premiação, que sempre reserva surpresas?) é que, por algumas razões dar à “Avatar” o maior prêmio da noite coloca o futuro do cinema e da indústria cinematográfica americana numa posição perigosa.
Dar como vencedora uma produção de custos exorbitantes (meio bilhão de dólares) como “Avatar” – sem discutir aqui, ainda, suas qualidades artísticas e cinematográficas – é um tanto precipitado em tempos ainda assombrados pela crise mundial, que, também, fez reflexos em Hollywood, quebrando e dando rombos em produtoras e estúdios.
Que esta mega- produção de James Cameron obteve lucros e quebrou recordes de bilheteria, que, por sua vez, era dele com Titanic, isto é fato! Por outro lado em 81 anos de cerimônia do Oscar, quantas mega-produções foram agraciadas com a estatueta de melhor filme? Somente três: “Bem-Hur”, “Titanic” e “Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”.
Com “Titanic”, de 1999, Cameron já conquistou as estatuetas de melhor diretor e filme, e com este, que é um filme bem irregular e inferior à “Avatar”, já se intitulou o rei do mundo!
Avaliando, agora o conteúdo artístico da obra, “Avatar” é um grande filme naquilo que se propõe ser, uma visionária ficção-científica, com excelentes efeitos visuais e sonoros que convence e nos enche os olhos naquilo que o cinema evoluiu em produzir. No mais, levar o prêmio maior não bom nem para o cinema, quanto ao ego de Cameron, que poderia explodir, ao se intitular desta vez, rei do Universo!
Venceu um filme honesto, criativo e também, tecnicamente, perfeito. Uma produção tida como barata e precisamente bem dirigida por Kathryn Bigelow, (que entra para história como primeira mulher a vencer o Oscar de melhor direção). Estas, também, foram qualidades de alguns dos outros grandes indicados como “Preciosa” e “Bastardos Inglórios”. Aumentar, o número de indicados à melhor filme para 10? Outra grande besteira, já que incluiu a animação “Up”, quando esta, também, concorria como melhor animação, além de, diminuir o padrão de qualidade dos filmes que concorrem!
As premiações para os atores e atrizes foi justa, principalmente para Mo'Nique (coadjuvante), perfeita como a perversa mãe de Preciosa e Sandra Bullock, sempre simpática, merecia esse levante, depois de tantas escolhas ruins em sua carreira!
Agora, resta-nos esperar e torcer para que no próximo ano surjam filmes concorrentes tão heterogêneos e criativos que gerem o debate e um bom futuro ao cinema!



segunda-feira, 1 de março de 2010

"Preciosa - Uma História de Esperança"


Se Hollywood está aprendendo fazer dramas com sobriedade, sem recorrer à sentimentalismos baratos ou ser piegas ainda não sabemos. Mas, "Preciosa", nos dá essa impressão!
Sabemos, de antemão, que nos dedicaremos à conhecer por quase duas horas, a vida infeliz e cheia de horrores da personagem Claireece "Precious" Jones, mas o resultado desta triste história apresentada na tela, nos surpreende. Negra, obesa, pobre, violentada moralmente e fisicamente pela mãe, abusada sexualmente pelo pai (de quem engravida duas vezes), mau desempenho escolar, entre outros percalços, são as porradas que a vida dão à Preciosa, brilhantemente interpretada pela estreiante Gabourey Sidibe, que, também concorre ao Oscar pelo papel ( espero que ela vença Sandra Bullock!!!).
Mesmo visualmente impactante, com cenas precisas e aspectos documentais, a grandiosidade do filme está nos diálogos. Assistimos à longos discursos da horripilante mãe de Preciosa, no qual ela justifica irracionalmente os motivos de tanto ódio e maldade pela filha. A participação de astros como Marial Carey e Lenny Kravitz não excedem à trama. Carey convence numa boa atuação no papel de assistente social que ajuda Preciosa.
A superação dos problemas pela personagem, mesmo previsível em histórias desse gênero, não extrapola em obviedades, ao contrário, o diretor Lee Daniels, soube construir cenas que conduzem à busca de Preciosa pela vida( por uma melhor e mais digna, diga-se de passagem!), mesmo que ela, muitas vezes, deixe claro que desistiu de viver!
Preciosa. EUA. Drama. 2009
Direção: Lee Daniels
Elenco: Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Mariah Carey

"Send Me An Angel"











Essas fotos, também, fazem parte da série Diversidade. Feitas em diferentes anos na Parada GLBT em São Paulo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"Sem Notícias de Deus"




O Céu parece Paris, o Inferno bem que poderia ser comparado ao México! Nesta comédia espanhola, o diretor Diaz Yanes (ficaria mais conhecido ao grande público, posteriormente, com o filme Alatriste, com Viggo Mortensen) coloca essas esferas extra-terrenas bem próximas ao nosso mundo, com suas virtudes e problemas. No seu interior, o Inferno é uma prisão com diversos setores que dividem os criminosos e penas pela gravidade de seus pecados. Numa grande inversão de valores; o que é uma boa sacada do filme; é quando, por exemplo, uma pessoa que é um alto executivo do FMI em vida ao partir para o Inferno, se tornará um imigrante ilegal de um país do terceiro mundo (o que é bem apropriado!), ou quem foi uma estrela famosa e esnobe, se tornará em morte, um João Ninguém!
Mas, assim como a Terra, o Céu está em crise, cada vez mais as pessoas perdem suas virtudes e a esperança. A descrença no Bem, também, toma conta do Céu! Do outro lado, o Inferno é administrado por um jovem que sabe que está com o cargo em risco, por ser (pasmem!) conciliador e, por vezes, benevolente, a fim do equilíbrio entre as forças do Bem e do Mal.
Assim, Céu e Inferno mandam dois anjos (Penélope Cruz e Victória Abril) à Terra para salvar a alma de um boxeador. As duas enviadas usam de todas as suas artimanhas até que resolvem se unir, num acordo em que ninguém sairá ileso, para vencer esse jogo entre o Bem e o Mal!
Sem Notícias de Deus. (Espanha). 2002. Comédia.
Direção: Augustin Diaz Yanes.
Elenco: Gael Garcia Bernal, Fanny Ardant, Victória Abril e Penélope Cruz.










quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

" When a Man Loves a Man".











Estas fotos fazem parte da série: Diversidade. As imagens foram feitas ao longo de alguns anos durante a Parada GLBT de São Paulo.




terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"Nine, 8 e Meio, A Doce Vida, Fellini"






Confesso que não sabia da existência do musical da Broadway, Nine. Assisti ao filme semana passada, inspirado no musical que, por sua vez, é baseado no clássico "Fellini 8 e Meio"(1963).
O diretor Rob Marshall ( de Chicago) faz com
"Nine"(2009) uma bela homenagem ao mestre italiano Federico Fellini.
"Nine" e "8 e Meio" tratam da crise criativa de um cineasta quando este entra em uma nova produção ( que seria a nona!!!). Incapaz de comunicar aos produtores, elenco e equipe de sua real condição, ele prefere se refugiar em suas recordações do passado. Daniel Day-Lewis, interpreta o cineasta Guido e está ótimo no papel que em "8 e Meio" foi de Marcello Mastroianni, por sua vez, alter-ego de Fellini.
"Nine" acerta em todos os sentidos em sua homenagem ao mestre italiano, principalmente no elenco de belas estrelas e divas do cinema: Kate Hudson, Judy Dench, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Nicole Kidman e a sempre bela Sophia Loren( como mãe de Guido) estão perfeitas como musas de um cineasta em crise. A escolha dessas atrizes está na mesma altura do grande elenco de musas escolhidas na época por Federico Fellini em "8 e Meio" (ClaudiaCardinale, Ainouk Aimée e SandraMilo). Fellini era famoso por escolher e cortejar belas atrizes, mesmo mantendo o casamento duradouro com Giulietta Massina.







Ver "Nine" não é ter a sensação de já ter visto o mesmo em "8 e Meio" e sim, um bom argumento para rever este e outros clássicos de Fellini: "A Doce Vida", "Amarcord", enfim, mais que uma grande homenagem ao mestre italiano, este filme-musical é uma homenagem ao cinema!
Nine. EUA. Musical.2009.
Direção: Rob Marshall.
Elenco: Daniel Day-Lewis, Nicole Kidman, Judy Dench, Penélope Cruz, Marion Cotillard.

8 e Meio. Itália.Drama.1963.
Direção:Federico Fellini.
Elenco: Marcello Mastroianni, Ainouk Aimée, Claudia Cardinale.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

"Quando o Bruto também ama em As Pontes de Madison"




Clint Eastwood personificou-se no cinema como o “herói americano”, imagem que faz com que muitos o odeiem ou reneguem sua importância na história do cinema, e digo, não somente do cinema norte-americano, mas mundial. Não podemos negar que os americanos (pelo menos, alguns) ainda sabem fazer um bom cinema e Clint é um deles. Não posso negar que sou sua fã de carteirinha, mas o fato é que esse cineasta é um ótimo condutor de histórias do cinema clássico-narrativo e que perpassou como ator e diretor por diversos gêneros (Western, Suspense, Ação, Guerra, Drama, Biografia) com qualidade e maestria.

Como ator foi fazer westerns na Itália com o mestre Sérgio Leone, quando em seu país esse gênero já era considerado esgotado. Dessa parceria com Leone fez obras-primas como “Três Homens em Conflito” (1966). Personificou o policial cafajeste e sem limites na série “Dirty Harry”. Todo mundo já deve ter visto na TV, o filme “Magnum 44”. Seus personagens simbolizavam o macho-man, o corajoso e o violento. Mas ao assumir o controle das câmeras, ele se mostra de uma sensibilidade e romantismo inigualáveis, como é o caso de “As Pontes de Madison” (1995).

Em “As Pontes de Madison”. Filme que dirige e atua ao lado da, sempre ótima, Meryl Streep. Eastwood nos apresenta uma história de amor maduro entre o fotógrafo da National Geographic, Robert e a dona-de-casa, Francesca.

Durante quatro dias eles vivem um amor possível, mas não fazem desse sentimento algo que possa colocar suas vidas do avesso, impor sacrifícios ou reascender velhas esperanças. Porém esse breve encontro e a descoberta desse sentimento, nunca sentido antes, transformará e conduzirá suas vidas para sempre.

As Pontes Madison.1995.EUA.Drama.

Direção: Clint Eastwood.

Elenco: Meryl Streep e Clint Eastwood.




"Paraty e os Programas de Edição de Imagens"












Paraty é uma cidade encantadora e como tinha de ser me apaixonei por esse lugar nos primeiros instantes. Mas o tempo não colaborou muito, choveu muito e mesmo que a chuva não tenha tirado o encanto do lugar não consegui tirar fotos com aqueles belos azuis no céu como aparecem em todos os cartões-postais ou revistas de turismo sobre Paraty.
Confesso que prefiro bater fotos P&B quando o tempo está nublado, mas como levei somente filmes coloridos, resolvi finalmente recorrer um pouco aos editores de imagens. Usados constantemente na Fotografia de Publicidade: Photoshop e programas afins, tb são comuns na Fotografia de Natureza, mas quase nenhum fotográfo admite que usou, porém hoje é fácil perceber o uso desse recurso... Enfim, o resultado foi esse nas 6 fotos que modifiquei a cor para p&b contrastando bem com as outras coloridas onde a luz não ficou legal por causa do mau tempo...



quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

"Enfim, as Boas Festas!!!"


( Decoração de Natal do Banco Real, na AV. Paulista)

Esse ano foi muito muito cansativo, mas produtivo... Entre erros e acertos, o crescimento pessoal sempre acontece. Mas agora é a hora do merecido descanso, daqui, duas semanas férias!!! Volto em janeiro(segunda quinzena!) com o que produzi de textos e fotos. Enquanto isso, Boas Festas e Felicidades nesse início de 2010 à todos!

Beijos e abraços!

Lana

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

" Minha Adorável Lavanderia"

Minha Adorável Lavanderia(1985).

Inglaterra.
Direção: Stephen Frears.
Elenco: Daniel Day-Lewis, Gordon Warnecke.
O cinema inglês dos anos 80 é marcado por obras e artistas antagônicos. De um lado, há produções grandiosas como: "Carruagens de Fogo" (vencedor do Oscar) e " Passagem para Índia" - onde mostram e exaltam o poder do império britânico e a "Inglaterra Oficial" feita por grandes homens! Opostamente à esse cinema vemos nomes como Peter Greenaway, Derek Jarman e Stephen Frears que despontam com obras que reatratam a outra Inglaterra, feita de submundos, imigrantes ( renegados pelo governo Tatcher), as tribos urbanas (punks e afins) e os homossexuais.
Stephen Frears em "Minha Adorável Lavanderia" dosa alguns desses elementos, ( obra baseada num romance popular), para contar a história de Omar, imigrante paquistanês, radicado na Inglaterra, que tem a missão de cuidar da lavanderia do tio. Em meio à obstáculos, envolvimento com traficantes, suas ótimas idéias, permitem que ele vença com a ajuda do amigo Johnny (Daniel Day-Lewis) por quem se apaixona.